sábado, 27 de março de 2010

IANSÃ


Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos. Senhora dos Raios e das Tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.




Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.



Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.



Divindade ctoniana, Iansã tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as dezessete individuações da multifária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.







Além do contato com os mortos, Iansã também favorece a fecundidade, atributo inerente aos deuses ctonianos. Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.







Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma Iansãs intermediárias, que são assim distribuídas:



Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da Orixá planetária Iansã.



Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã.



Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.



Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda.



Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe Iansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria OYá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.







Iansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem!



Já Iansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.



Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de "baixo" do campo santo.







Mas também são muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:



1 Iansã do Ar.

1 Iansã Cristalina.

1 Iansã Mineral.

1 Iansã Vegetal.

1 Iansã Ígnea.

1 Iansã Telúrica.

1 Iansã Aquática.







AS FILHAS DE IANSÃ



Iansã é uma Deusa ligada à manifestação do feminino na fase crescente, trazendo em si a qualidade do movimento. Une passado com o futuro, o lado sombrio da Lua com o lado iluminado, que anuncia um novo começo. Iansã está ligada com o número 9, que é o movimento puro.




As filhas de Iansã são mulheres audaciosas, poderosas, autoritárias e dinâmicas. Estão sempre procurando algo para se ocupar, são cheias de iniciativa e determinação. São mulheres que nunca passam despercebidas, pois são combativas, teimosas e temperamentais, mas também podem ser doces e meigas, quando possuem interesse em seduzir algum homem.



A mulher-Iansã é o tipo de mulher que está mais voltada para o amor sensual do que para o amor maternal. Ama os filhos, mas consegue maior expressão quando se sente admirada e desejada por um homem, o que geralmente provoca o ciúme e a inveja das outras mulheres.







É também uma mulher que está ligada ao passado, ao coletivo, pela origem comum da necessidade fertilizadora do feminino e está ligada ao futuro pela necessidade de diferenciação, que a tirará do coletivo e a jogará sempre para frente, para o novo. É inconformada e inquieta, está voltada para o impulso de empreender coisas, de realizar seu poder criativo. A atualização dessa força criadora dependerá da forma como ela direcionar esta energia, que muitas vezes pode ser desviada para outros fins, ou ser esvaziada.



O perigo é permitir que as barreiras sociais a entravem, desviando a energia criativa para a neurose.E, a neurose é parada de movimento. Todo aquele que se recusa a viver o futuro, apegando-se ao passado, estagna.



A mulher que sente impulso para criar, para dar significado ao seu mundo, precisa ser fiel aos seus conteúdos internos, à Deusa dentro de si. O ato criativo é o processo de se arriscar, de se jogar no desconhecido, de mergulho nas fontes fertilizadoras, da viagem interna em busca da essência das coisas. O desejo de criar move o contato com o informe pela necessidade de dar forma, de arrancar da terra coisas vitais para alimentar a consciência







A LENDA



Ogum foi caçar na floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua direção rápido como um relâmpago; notando algo de diferente no animal, Ogum tratou de segui-lo. O búfalo parou em cima de um formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa linda mulher. Era Iansã, coberta por belos panos coloridos e braceletes de cobre.


Iansã fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a no formigueiro, partindo em direção ao mercado, sem perceber que Ogum tinha visto tudo. Assim que ela se foi, Ogum se apoderou da trouxa, guardando-a em seu celeiro. Depois foi a cidade, e passou a seguir a mulher ate que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas como toda mulher bonita, ela recusou a corte.





Quando anoiteceu ela voltou à floresta e, para sua surpresa, não encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou Ogum, que lhe disse estar com ele o que procurava. Em troca de seu segredo ( pois ele sabia que ela não era uma mulher e sim animal ), Iansã foi obrigada a se casar com ele; apesar disso, conseguiu estabelecer certas regras de conduta, dentre as quais proibi-lo de comentar o assunto com qualquer pessoa.

Chegando em casa, Ogum explicou suas outras esposas que Iansã iria morar com ele e que em hipótese alguma deveriam insultá-la. Tudo corria bem; enquanto Ogum saía para trabalhar, Iansã passava o dia procurando sua trouxa.









Desse casamento nasceram nove crianças, o que despertou ciúmes das outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se, conseguiu embriagar Ogum e ele acabou relatando o mistério que envolvia Iansã. Depois que Ogum dormiu as mulheres foram insulta-las, dizendo que ela era um animal e revelando que sua trouxa estava escondida no celeiro.



Iansã encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo e partiu para cima de todos, poupando apenas seus filhos. Decidiu voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus chifres e orientou-os para, em caso de perigo bater as duas pontas; com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. E por esse motivo que os chifres estão presentes nos assentamentos de Iansã.



Suas cores: vermelho, branco e coral



Saudação : Eparrei!



Seu dia : Quarta-feira



Comida predileta: acarajé, milho temperado com camarão e azeite de dendê.



Animais de sacrifício: o carneiro, o pato e a galinha.



Frutas: manga rosa, uvas, pêra, maçã morango, melão laranja, banana, figo, ameixas, romã, grosselha, pêssego, pitanga, framboesa e cajá.



Onde recebe oferendas: nas cachoeiras.



Plantas: sensitiva, espada de Iansã (borda amarela), bambu, periquitinho.



Bebida: champanha.



Elemento: fogo,



O que faz: dá coragem e impulsividade; protege contra desastres e acidentes.



Festa: 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, com quem está identificada.



Pedras: rubi, coral, granada.



Perfumes: verbena, drástico vermelho, violeta, madeira, Shoking de Skiaparelli.







CANTO



Oi, Iansã, menina dos cabelos loiros

Onde é a sua morada?

É na mina de ouro



Minha Santa Bárbara

Virgem da Coroa

Pelo amor de Deus, Santa Bárbara,

Não me deixe à toa

Minha Santa Bárbara

Virgem da Coroa

A Coroa é dela Xangô

É da pedra de ouro



Iansã tem um leque de penas

Pra abanar em dia de calor

Iansã tem um leque de penas

Pra abanar em dia de calor

Iansã mora nas pedreiras

Eu quero ver meu pai Xangô

Iansã mora nas pedreiras

Eu quero ver meu pai Xangô



Santa guerreira que ao meu lado caminha

Com sua espada de ouro e sua taça na mão

És para mim toda beleza, venero sua beleza

Guardo-a em meu coração, quando ela roda

Sua saia irradia, Deusa da Ventania

É a Rainha Trovão com meu Pai Xangô

Iansã fez a morada, ela roda ua saia

No romper da madrugada

Eparrei Ioiá

Saravá Iansã, ela é Rainha, é Orixá







Texto pesquisado e desenvolvido por


ROSANE VOLPATTO

OXUMARÉ



Oxumarê

Simbolizado pela serpente. Sua tradução, quer dizer: arco íris, bem como uma versão, essencialmente masculino, e outra, como fêmea ou macho (Besèn e Frekuén). Besèn, a parte feminina de Oxumarè, que se transforma durante seis meses do ano (também evidenciado pela sua mudança de pele). Parente de Nanã e Obaluaiye, o que mostra sua relação com a terra e seus ancestrais.


É a mobilidade e a atividade. Uma de suas obrigações, em suas múltiplas funções, é a de dirigir o movimento, é o senhor de tudo que é alongado.


O cordão umbilical, que está sob o seu controle; é o símbolo da continuidade e permanência e, algumas vezes é representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda. Sua dupla natureza de macho e fêmea, é simbolizada pelas cores vermelha e azul que cercam o arco íris, ou, verde e amarelo dependendo da região.






Também representa a riqueza, um dos benefícios mais apreciados no mundo dos yorubás. Seus iniciados usam brajás , longos colares de búzios, enfiados de maneira a parecer escamas de uma serpente, e trazer na mão um ebiri, espécie de vassoura feita com nervura das folhas de palmeira, ou Idan duas cobras em ferro forjado.






Durante suas danças, apontam alternadamente para o céu e para a terra. Através do arco íris, se torna o elemento de ligação entre o céu e a terra, fazendo a ponte aiyé-orún, transporta mensagens e oferendas.






No Dahomé, chama-se Dan, na nação Angola, como Angoro, sua saudação é Aroboboy.




Orixá cuja função principal é a de dirigir as forças que produzem movimento, ação e transformação.


Por ser bissexual, tem uma natureza dupla; é representado na mitologia daomeana por uma cobra e o arco-íris, que significam a renovação e a substituição.


Durante seis meses é masculino, representado pelo arco-íris e tem como incumbência levar as águas da cachoeira para o reino de Oxalá no Orum (céu).


Nos outros seis meses, Oxumarê assume a forma feminina, e nessa fase, seria uma cobra que vez ou outra se transforma em uma linda deusa chamada Bessém. A dualidade de Oxumarê faz com que ele carregue todos os opostos e antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo.

Como uma cobra, morde a própria cauda formando o símbolo ocidental do Orobóros, gerando um movimento circular contínuo que representaria a rotação da Terra e próprio movimento incessante dos corpos celestes no espaço. Nas lendas, aparece sempre como filho de Nanã e Oxalá.


No Brasil, seus iniciados usam o brajá, um longo colar de búzios trabalhados de maneira a parecerem as escamas de uma serpente.


Durante sua dança, o iaô aponta os dedos para cima e para baixo, alternadamente indicando os poderes do céu e da terra. Em algumas regiões é cultuado como deus da riqueza, simbolizado por uma grande cunha entre seus apetrechos de culto.


Oxumarê está presente nas negociações, no pagamento das contas, no recebimento de um prêmio, na compra, nos negócios envolvendo gastos, lucros e despesas. Está presente nos bancos, nas financeiras, enfim, nos lugares em que se manuseia dinheiro.


Oxumarê era um babalaô que atendia o rei de Ifé. Porém não era um homem de fama, não tinha riquezas nem poder. Sentia-se humilhado, como humilhado vivera seu pai, conhecido pelo nome de Senhor-do-xale-colorido. Oxumarê estava triste e foi consultar um adivinho.


Ele ensinou-lhe um ritual para tornar-se rico e poderoso. Deveria oferecer uma faca de bronze e quatro pombos, bem como oferecer búzios em boa quantidade.
Oxumarê, obediente pôs-se a fazer a oferenda mas, nessa mesma hora o rei mandou chamá-lo. Oxumarê recusou-se a atender à ordem, dizendo que iria depois de terminada a cerimônia. O rei ficou enfurecido com a ousadia e deixou de pagar uma divida a Oxumarê.


Quando Oxumarê retornou à sua casa, recebeu um chamado de Olocum rainha de um país vizinho, que necessitava de sua sabedoria para a cura de seu filho. Ifá foi consultado por Oxumarê que fez as oferendas necessárias e curou o filho de Olocum.


Em gratidão ela ofereceu-lhe riquezas, cavalos, escravos e uma lindo pano azul. Retornando à casa com um inestimável tesouro, Oxumarê foi saudar o rei, que muito se admirou ao ver a opulência do Babalaô antes tão pobre. Quis saber sobre os presente recebidos.


Oxumarê contou da cura do filho de Olocum. O rei, que tinha uma rivalidade nata com quer que fosse, não queria ficar a baixo de Olocum. Então ofereceu a Oxumarê uma roupa vermelha muito preciosa e muitos e muitos outros presentes foi assim que Oxumarê tornou-se rico e respeitado.




Oxumarê e o Arco Íris




Cintilam acima do horizonte as sete cores do espectro solar: violeta, anil, azul, verde, amarelo, alaranjado, vermelho. É o arco-íris. O mesmo arco-da-velha nosso e dos portugueses, cujo nome vem da corcova das anciãs.


O arco-da-velha muda o sexo de quem passar por baixo e devora as crianças que se aproximarem muito do lugar onde ele principia.


O arco-íris é a coroa luminosa de uma das sete Iemanjás, a mais velha de todas. Serpente multicolorida, suga a água da terra para o céu, a fim de abastecer o palácio de Xangô, seu amo. Daí a cerimônia intitulada "matança de Oxunmaré", em que as filhas-de-santo vão encher suas quartinhas na fonte mais próxima do candomblé, trazendo festivamente água para Xangô. Um rito de purificação, como o da "Água de Oxalá".


Na Bahia, perto de Pirajá, existe um local conhecido como Milagre de São Bartolomeu, aonde a gente dos candomblés vai se banhar ritualmente, cada 24 de agosto. Na queda, as águas batem e se pulverizam, o arco-íris de Oxunmaré, que se incorpora imediatamente em suas filhas, assim que elas molham o corpo nas águas lustrais. Outro ritual de purificação.


O caracter sobrenatural do arco-íris não é exclusivo dos negros africanos e dos adeptos dos candomblés baianos.


Cessado o dilúvio, Jeová anunciou a Noé que o arco-íris estabelecia a aliança divina com o homem e todas as criaturas vivas (Gen. 9:12,13). Nas ilhas do Pacífico, o arco-íris é a cinta de um deus; no Oriente Próximo, o cinturão de Alá.

Também é tido como uma ponte: ponte dos deuses nórdicos, ponte das almas dos antigos escandinavos e dos índios do Novo Mundo, ponte de São Bernardo, ponte do Espírito Santo, ponte de seda dos franceses e "ponte feita de pérolas", do poeta Schiller.


Oxunmaré é um orixá andrógino, sendo sua bissexualidade representada pelas duas cores extremas do arco-íris: violeta (interna, feminina) e vermelha (externa, masculina). Seu assentamento, fora do recinto do candomblé, é feito em dois potes: um macho, com pequenos chifres (símbolos de poder) e outro fêmea. Também pode-se fazer sua morada em certas árvores, em cujas raízes são assentados seus símbolos.


Os filhos do Oxunmaré dançam com o índice apontado alternadamente para a terra e para o céu. Usam longos colares de búzios (cawries), enfiados de forma a que pareçam escamas de serpente. Ás vezes trazem na mão o obiri, vassoura feita com nervuras de folhas de palmeira. Comumente portam a serpente de ferro forjado.
Oxumarê é o Arco-Íris, sinal de bons tempos, de bonança. É o Orixá da riqueza, do dinheiro, chamado carinhosamente de “o banqueiro dos Orixás”. É a cobra sagrada Dan. Orixá da prosperidade, da fartura, do lucro. Oxumarê está presente praticamente em todos os momentos de nossa vida, pois tudo gira em torno do dinheiro.


Estória


Oxumarê está presente nas negociações, no pagamento das contas, no recebimento de um prêmio, na compra, nos negócios envolvendo gastos, lucros e despesas. Está presente nos bancos, nas financeiras, enfim, nos lugares onde se manuseia dinheiro.


É também o Orixá da prosperidade, da fartura, da abundância. É o Orixá que sabe fazer negócios. Quando se vai fechar um contrato, fazer uma compra, uma proposta, vender algo, invocamos Oxumarê para nos orientar.Oxumarê também é a beleza das cores. É o Arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno que vai gerar o colorido dos céus. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.
Oxumarê é filho de Nanã , irmão gêmeo de Ewá e tendo como irmãos mais velhos Ossãe e Obaluaê. Oxumarê sempre foi frágil, franzino, mas dotado de grande inteligência e capacidade.


Suas cores: verde-rajado de preto ou amarelo-rajado de preto. Carrega na cabeça um capacete ornado com palha da costa e búzios ou uma rodilha em forma de cobra, no pescoço colares de miçangas e na mão uma ferramenta em forma de serpente.


As características dos Orixás e a personalidade humana


Orixá deus das chuvas e do arco-íris. As pessoas desse Orixá geralmente são pacientes e perseverantes. Não medem sacrifícios para ajudar aos necessitados e estão sempre dispostos a lutar para conseguir seus objetivos.


Orixá andrógino, cuja função principal é a de dirigir as forças que produzem


movimento, ação e transformação. Por ser bissexual, tem uma natureza dupla;


é representado na mitologia daomeana por uma cobra e o arco-íris, que


significam a renovação e a substituição.






Durante seis meses é masculino, representado pelo arco-íris e tem como


incumbência levar as águas da cachoeira para o reino de Oxalá no Orum (céu).


Nos outros seis meses, Oxumaré assume a forma feminina, e nessa fase, seria


uma cobra que vez ou outra se transforma em uma linda deusa chamada Bessém.






A dualidade de Oxumaré faz com que ele carregue todos os opostos e antônimos


básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo.






Como uma cobra, morde a própria cauda formando o símbolo ocidental do


Orobóros, gerando um movimento circular contínuo que representaria a rotação


da Terra e próprio movimento incessante dos corpos celestes no espaço. Nas


lendas, aparece sempre como filho de Nanã e Oxalá.


ARCO-ÍRIS E SERPENTE:






"AQUELE QUE SE DESLOCA COM A CHUVA E RETÉM O FOGO NOS SEUS PUNHOS"


Orixá do movimento e da riqueza.






Oxunmaré (nagôs), Dã, Dambellah, Dambellah Aedo, Aido Awedo, Dambirá ou Cobra Sagrada (jejes), Angorô (angolas) Angoroméa (congos).

DIA


Terça-feira.




SINCRETISMO


São Bartolomeu, (festa dia: 24 de agosto).


INSÍGNIA


A serpente de ferro.


INDUMENTÁRIA


Saia armada, branca, com enfeites, uma larga faixa (ojá) de cor verde, atada nas costas. Coroa multicolorida. Pulseiras e braceletes de búzios.




CONTAS:


Amarelas e verdes; ou fio de contas multicoloridas passado em água de casca de banana-figo, usado no pescoço ou no pulso.

SACRIFÍCIOS


Patos.
COMIDAS


guguru e uma mistura, no azeite-de-dendê, de feijão, milho e camarões cozidos.




SAUDAÇÃO


AOBOBOÍ! (Edison Carneiro dá: ARROBOBÔ!); alguns dão também: ARÔ BOBOI !


CORES


Verde e amarelo, preto e amarelo, multicolor; verde-rajado de preto ou amarelo-rajado de preto. Carrega na cabeça um capacete ornado com palha da costa e búzios ou uma rodilha em forma de cobra, no pescoço colares de miçangas e na mão uma ferramenta em forma de serpente.




NATUREZA


Arco-íris, céu, Sol, Terra, chuva fina.

METAIS


Ouro, prata.


PEDRAS


Topázio, esmeralda, diamante.

PERFUMES


Ophium, Amazone, Polo e Calandre
COMO USAR


Alternados, às terças-feiras até as 18 horas.
FILHOS FAMOSOS


Bach, Van Gogh, Salomão, Cleópatra.
OFERENDA


Cobra" de batata-doce amassada e banana-figo, frita em azeite doce.




ELEMENTO


Terra.


PLANTAS


dracena (pau dágua ), batata doce, cana do brejo, parietária.


ANIMAIS


serpente.

COMIDA


batata doce, omolocum, bertalha com ovos; banana


BEBIDA
água


DOMÍNIO


fertilidade


O QUE FAZ


dá sorte, fartura e fertilidade. Protege a gravidez

QUEM É


o mensageiro dos Orixás para os mortais


CARACTERÍSTICAS


astucioso, adaptável, criativo, inquieto, mutável, tortuoso, inteligente,alegre, vingativo




QUIZÍLIA


sal, água salgada




ONDE RECEBE OFERENDAS


em poços ou fontes na mata




RISCOS DE SAÚDE


pressão baixa, vertigens, problemas de nervos. Problemas alérgicos e de pele.




PRESENTES PREDILETOS


flores multicores, velas, suas comidas e bebidas preferidas


OBSERVAÇÃO




Oxumaré costuma promover grandes reviravoltas na vida de seus filhos anualmente,muitas vezes na época de seu aniversário.Tanto pode ocorrer um problema de saúde como uma mudança de emprego, de casa, o afastamento de velhos amigos e chegada de novos etc.




OXUMARÉ


por Umbanda Esotérica:


(Data festiva : 08 de dezembro)


Comemora-se em 8 de dezembro pela grande afinidade com Mãe Oxum, existindo até um mito de ser o seu desdobramento. Mas é um orixá masculino representado pelo Arco-íris.


É o "santo" do sábado, do latão, do berilo e da tangerina. Mora nas cachoeiras e nas águas correntes, principalmente após aschuvas. Usa as cores do arco-íris. Não existem filhos desse orixá e não tem sincretismo.


Oxumaré


por PORTAL GURUWEB:
Filho de Oxalá e Nanã, ele é o arco-íris que liga o céu e a terra, a


serpente que fecunda o solo e gera riquezas. Feminino e masculino ao mesmo tempo, simboliza a interação das energias. Além disso, é senhor da dualidade, do movimento, do girar incessante da vida, da perpétua renovação.


Em forma de serpente, Oxumaré morde a própria cauda e assume uma forma circular que lhe permite manter em equilíbrio os corpos celestes. No sincretismo religioso, está associado a São Bartolomeu

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ESCLARECIMENTOS DOS EXUS AMPARADORES

Ainda agora, enquanto eu preparava o material para a 1ª aula do curso de Orientalismo e Espiritualidade (com ênfase nos ensinamentos dos Upanishads) que iniciarei daqui a pouco no IPPB para cerca de 235 pessoas, percebi uma certa manifestação energética por fora do meu apartamento.

Fechei os olhos e concentrei-me para verificar o que era. Pulsei luz no meu chacra frontal e nas mãos enquanto erguia os pensamentos e sentimentos ao Supremo Amor para sintonizar a consciência com as energias elevadas.

Fora do apartamento (moro no quinto andar), em pleno ar, surgiu uma fenda escura. Eu sabia que era uma passagem interdimensional para o plano extrafísico.


Do outro lado da mesma muito embora e não pudesse vê-los diretamente,estava um grupo de exús que trabalham nos ambientes pesados do Astral, desmanchando as porcarias que os encarnados encomendam aos seus asseclas desencarnados que patrocinam certos processos de magia trevosa.


Eles operam em climas pesadíssimos e são craques em dissolver as energias pesadas emanadas pelo ódio. Costumam trabalhar associados as egrégoras afro-brasileiras, principalmente na Umbanda. São espíritos que não costumam aparecer ostensivamente e não são dados a floreios espirituais.
Costumam ser bem diretos e falam na cara o que for preciso, sem qualquer dose de concessão ao ego de quem os escuta.


Dentro de sua maneira direta de agir, eles não suportam pessoas hipócritas e nem espiritualistas que complicam o serviço com os seus problemas corriqueiros. Também não gostam de pessoas que trabalham sem honra no caminho e apenas voltadas para a resolução de suas problemáticas infantis.


Apesar de aparentarem um jeitão meio agressivo (quem os critica não trabalha com a energias pesadas que eles tem que aturar a toda hora e nem tem metade da raça desses amigos que operam no Umbral e que tanto ajudam a humanidade sem receberem o mínimo reconhecimento), respeitam muito a que trabalha verdadeiramente voltado para a Espiritualidade Superior.

Em muitas ocasiões de minha vida fui ajudado por esses exús e outras entidades ligadas às atmosferas psíquicas afro-brasileiras.



Por diversas vezes, principalmente em projeções da consciência com resgates extrafísicos dificílimos, esse pessoal me ajudou e protegeu, sempre de forma limpa e sem me cobrar coisa alguma. Alguns desses grupos extrafísicos trabalham ligados a diversos mestres espirituais que ajudam invisivelmente a humanidade. Servem nos planos densos sob o comando secreto dos mentores que patrocinam o esclarecimento espiritual planetário.



São eles que seguram as barras pesadas nos ambientes crosta-a-crosta e nos planos extrafísicos densos (umbralinos). São eles os amparadores que descem as furnas malignas para enfrentar o mal que se esconde do olhar dos homens sem fé e sem coragem.



Sim, são eles que se revestem de coragem e partem para os combates com os agentes extrafísicos patrocinadores e exploradores das trevas humanas que se escondem aos olhos dos homens, mas que são observadas por esses exús-amparadores.



São eles que ajudam muito a proteção de diversos grupos espiritualistas e nunca são reconhecidos pelos mesmos (muitos grupos estão mais preocupados combates com os agentes extrafísicos patrocinadores e exploradores das trevas humanas que se escondem aos olhos dos homens, mas que são observadas por esses exús-amparadores. São eles que ajudam muito a proteção de diversos grupos espiritualistas e nunca são reconhecidos pelos mesmos (muitos grupos estão mais preocupados com a pureza doutrinária do que com a verdade que se apresenta e precisa ser evidenciada de forma universalista).



Nesse instante, enquanto escrevo essas linhas, sinto a presença do Pai Joaquim de Aruanda, amparador preto- velho ligado às vibrações da Umbanda e que também já me ajudou em muitas projeções. É ele que está patrocinando esse contato espiritual com os exús amigos e permitindo a manutenção das vibrações sadias que me inspiram a escrever tudo isso.



Voltando ao relato com o qual iniciei esses escritos, os exús que estavam do outro lado da fenda inter-dimensional me passaram uns toques espirituais importantes. Alguns deles são de cunho pessoal e referem-se a um processo extrafísico pesado no qual estão envolvidas algumas pessoas que estou tentando ajudar. Porém, alguns dos toques são de cunho geral e poderão ser úteis para a reflexão de outras pessoas que estudam a Espiritualidade. Aliás, esse foi o motivo que me fez correr aqui para o computador e escrever logo para não esquecer posteriormente. Vou colocar por tópicos para facilitar:



1. “Muitas pessoas que correm para os lugares espiritualistas em busca de ajuda não merecem ser ajudadas. Não fazem nada para melhorar, só querem que alguém tire o peso de seus cangotes.”



2. “O ser humano é muito falso mesmo. Vai pedir ajuda espiritual como se fosse um perseguido e injustiçado, mas nem conta dos desejos cruéis que carrega e que são a causa de sua desdita.”



3. “Os obsessores são tinhosos mesmo e perturbam muito, principalmente se a pessoa lhes dá fartura de pensamentos ruins na cachola e lhes dá a guarida de suas energias.”



4. “Algumas porradas espirituais que as pessoas levam são bem merecidas. Quem manda mexer com o que não deve? Quem enfia a mão no vespeiro quer ser ferroado. Depois não adianta reclamar!”



5. “As pessoas olham muito para os defeitos dos outros. Por isso não tem tempo de enxergarem suas próprias mazelas. Mas os obsessores adoram vê-las, ao vivo e a cores, direto dentro delas mesmas, de preferência acoplados juntos e fazendo a festa.”



6. “Quem trabalha direito e segue seu caminho com honra não precisa de proteção espiritual. A luz de seus propósitos já lhe protege e inspira. Porém, em alguma necessidade a mais, pode contar com a gente mesmo. Nem precisa pedir. Quem é raçudo no rala-rala da vida e ainda pensa no bem dos outros merece ser tratado com o devido respeito.”



7. “Tem muita gente fazendo coisa braba para os outros. Problema delas! Vão se ferrar, mais cedo ou mais tarde. Tudo o que elas mandarem na intenção de alguém irá voltar para elas mesmas lá na frente.”



8. “Quanto maior for à má intenção de alguém, maior será a chusma de espíritos perversos agarrados em suas energias.”



9. “Tem muita gente rezando para acabar com alguém ou para conquistar a força o que não merece. Ah, eles vãose ferrar!!!”



10. “A maioria das pessoas não tem vergonha na cara. Rezam pouco, pensam mal dos outros, estão cheias de medo e ainda deixam a guarda aberta por causa de seus rolos emocionais. Depois ainda ficam se perguntando o porquê de tantas coisas ruins estourando em suas vidas pequenas e apagadas.”



11. “A grana que o pessoal paga em algum lugar para fazer coisa braba para os outros poderia ser usada para ajudar os pobres. Quem faz isso merece as porradas espirituais que leva e os obsessores que arrasta em sua companhia.”



12. “O dinheiro não é capaz de comprar uma noite de sono com a consciência tranqüila. E é durante o sono que muita gente se ferra no Astral. Tem espírito brabo doido para fungar em seus cangotes e sugar suas energias. E tem gente que ainda acha que é pesadelo.”



13. “Quem é justo tem a proteção que merece. Pode sair do corpo sem susto. Está em casa e não tem o que temer. Pode voar por aí e aproveitar as horas de recreio espiritual. Os guias espirituais os orientarão e os protegerão de qualquer coisa, desde que sejam justos.”



14. “Muitos já nos chamaram de polícia do baixo astral ou de lixeiros do Astral inferior. Pela parte que nos toca, muito obrigado. Mas nós somos mesmo é ajudantes de serviços gerais no Astral. Fazemos o que é preciso e justo, sem passar dos limites que os Maiorais da Espiritualidade nos determinaram. Nenhum de nós é traíra! Somos o que somos. Somos honrados e ninguém nos compra. E ai de quem tentar nos enrolar com promessas falsas ou intenções ruins.”





P.S.: Um deles ainda me disse o seguinte: “Se você vai escrever mesmo o nosso recado, então vai fundo. Escreve tudo mesmo. Pode esperar que você será criticado por isso. Dane-se! Faz com honra e verdade e dane-se o que os hipócritas de plantão pensam. Os obsessores deles que se entendam com eles. Se você faz o seu serviço com convicção e é guiado pela Espiritualidade Superior, manda ver! O seu coração sabe o quanto de verdade que há nesse nosso papo. E tem muita gente que entenderá o recado sim. E não é aquela gente que se acha espiritualizada não (se acham muito espertos, mas dançam feio em muitas situações que só a galera do Invisível é que vê). Quem entenderá esse recado são as pessoas simples de coração e de mente. A elas o nosso respeito.”





Nota: Enquanto finalizo esses escritos, também está presente um dos amparadores do grupo de Ramatís supervisionando tudo.

 Um último esclarecimento: Como elemento interdimensional consciente e que percebe outros planos e seres espirituais, é minha tarefa passar para o plano físico muito do que vejo como forma de esclarecimento espiritual universalista. Alguns entendem isso, outros não. Não importa. Não escrevo para agradar a doutrina ou o condicionamento de ninguém mesmo. Só sei que apesar dos defeitos que tenho, os propósitos que movem meu trabalho são justos e que tento caminhar com honra na tarefa que me foi designada pela Espiritualidade. Agradeço muito ao Grande Arquiteto do Universo pela oportunidade de viver na Terra e de andar com a mente e o coração abertos a tudo aquilo que seja positivo e criativo na manifestação da vida. Na casa secreta do meu coração há espaço para todas as correntes de trabalho espiritual que fazem o bem para a humanidade. Agradeço aqui de forma explícita a todos os amparadores das egrégoras afro-brasileiras que sempre deram uma grande força e proteção na tarefa espiritual e humana em que estou envolvido. E também deixo aqui registrada toda a minha alegria de trabalhar com a Espiritualidade, minha grande riqueza de consciência e que nem a morte pode roubar-me, pois é estado de consciência íntimo e intransferível.





WAGNER BORGES

POVO DE RUA LAROÊ EXUS!!!

EXU:






DIA DA SEMANA: segunda-feira; CORES: preto, vermelho, branco; SÍMBOLO: tridente;
 ELEMENTO: fogo;



PLANTAS: pimenta, capim tiririca, urtiga. Arruda, salsa, hortelã; FLOR: cravos vermelhos;



METAL: bronze, ferro bruto (minério), terra; BEBIDAS: cachaça e batida de mel para Exu; anis e champanhe para Pombo-gira;



SINCRETISMO: Santo Antonio (13.6) e São Benedito (5.10);



GUIA: contas pretas e vermelhas intercaladas ou não; outras formas e cores; DOMÍNIOS: encruzilhadas, portas, cemitérios;



O QUE FAZ: vigia as passagens, abre e fecha os caminhos. Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar

caminhos para progredir, além de proteger contra perigos e inimigos;



QUEM É: mensageiro dos mortais para os Orixás, senhor da vitalidade;



CARACTERÍSTICAS: apaixonado, esperto, criativo, persistente, impulsivo, brincalhão;



SAUDAÇÃO: laroriê, Exu! RISCOS DE SAÚDE: dores de cabeça relacionadas a problemas de fígado;



PRESENTES PREDILETOS: dinheiro, velas, suas comidas e bebidas preferidas, charutos (Exu) ou cigarros (Pombo-gira);





POMBO GIRA:



Pombo gira: (de Bombogira, nome de Exu em Angola) É o nome dado aos Exus femininos. Na Umbanda, existem muitos Exus e

Pombos giras que governam lugares diferentes e auxiliam os vários Orixás;



CORES: preto, vermelho, outras; GUIA: contas pretas e vermelhas intercaladas ou não; outras formas e cores;



FLOR: rosas vermelhas; SAUDAÇÃO: laroiê, Pombo Gira!


O dia preferencial para Exu é segunda-feira, suas cores são vermelho e preto, gostam de Pinga, Marafo e outras bebidas fortes.




Exu caveira é considerado um dos principais integrantes das Linhas de Exu. Conheça um pouco mais desta magnífica entidade.



Características do Exu Caveira: Tem o Exu Caveira, em especial, o poder de ajudar a toda e qualquer espécie de especulação, ensinando-nos todas as artimanhas da guerra e do modo de vencermos os nossos inimigos. É encarregado de vigiar os cemitérios e os lugares onde houver pessoas enterradas. Sua força é de modo a incutir medo aos que o invocam e, de um modo geral, todo trabalho ou despacho a ser feito num cemitério tem de ter a participação do Exu Caveira. A ele, por sinal, bem se poderá dar o título de lugar-tenente de Omulu e sem a sua participação, nenhum trabalho ou despacho feito no cemitério dará resultado. Tanto que, para se entregar, seja o que for, a Omulu, no Cruzeiro de um cemitério, é necessário e indispensável que, antes de o fazer, que se salve Exu Caveira e, para isto, proceda-se da seguinte maneira: acende-se uma vela na sepultura que estiver mais perto do Cruzeiro, à esquerda. Em seguida, oferece-se a ele a vela, em sua homenagem, pedindo-lhe licença para entrega.


Apresentação do Exu Caveira: Apresenta-se, em geral, com a forma de uma caveira, daí o seu nome. Não tem a hora certa para se apresentar, podendo fazê-lo quando menos se esperar, seja de dia ou de noite. Na maioria das vezes, no entanto, apresenta-se depois da hora grande, ou seja, meia-noite.





O Exu Caveira transmite as ordens recebidas para os seguintes Exus:





Exu Tata Caveira: Exu provocador do sono da morte e manipulador de todas drogas e entorpecentes. Apresenta-se como uma caveira e vestido de preto.



Exu Brasa: É o provocador de incêndios. Domina o reino do fogo. Concede aos que praticam magia negra o dom de andar sobre o fogo.



Exu Pemba: É especializado na propagação de moléstias venéreas e também favorecer todas as espécies de amores clandestinos.

Apresenta-se como um mago.



Exu Maré: É o Exu especializado em facilitar a invisibilidade das pessoas, dando-lhes poderes de se transportar de um lugar para outro.

Sua apresentação é a de uma criatura normal.



Exu Carangola: Sua especialidade é fazer com que as pessoas fiquem perturbadas e dêem gargalhadas histéricas, dançando sem ter vontade; comanda o ritmo cabalístico da dança.



Exu Arranca-Toco: Habita as matas. É especializado no domínio de tesouros.



Exu Pagão: É especializado na separação de casais. Tem poder de incutir ódio e ciúme nos corações humanos.



Características do Exu da Meia-Noite: O Exu da Meia-Noite é um dos mais invocados, porquanto é o encarregado de escrever toda a sorte de caracteres e tratar, especialmente, das forças ocultas. Segundo a crença popular, foi ele quem ensinou a Cipriano todas as espécies de sortes e mágicas que fazia. À meia-noite o Exu da Meia-Noite faz a ronda do mundo físico, sendo por isso que, em geral, deixa-se passar, pelo menos, uns cinco minutos da meia-noite para se sair à rua ou para se deixar um Terreiro. Isto, porém, na Umbanda, pois na Quimbanda é exatamente à meia-noite que se fazem os despachos destinados ao Exu da Meia-Noite.





O Exu da Meia Noite transmite as ordens recebidas para os seguintes Exus:





Exu Mirim: Este Exu possui grande influência sobre as mulheres e crianças, sendo preferido pelas Mãe de Santo, para os trabalhos de amarração. Apresenta-se com roupagem de criança.



Exu Pimenta: É o Exu especializado na elaboração da química e de todos os filtros de amor. Dá o verdadeiro segredo do pó que transforma metais. É reconhecido quando incorpora por um forte cheiro de pimenta que exala.



Exu Malé: Este Exu tem o poder das artes mágicas e das bruxarias que se realizam nos Candomblés. Apresenta-se com a forma de um Preto Velho. Mas é reconhecido pelo forte cheiro de enxofre que exala.



Exu das Sete Montanhas: É o Exu que tem o domínio sobre as águas dos rios e das cachoeiras que saem das montanhas. Sua roupagem é da cor do lodo e deixa no ar, quando incorporado, um forte cheiro de podre, emanado do seu corpo fluídico.



Exu Ganga: Este exerce domínio sobre os despachos que se fazem nos cemitérios, tanto nos casos em que o trabalho é feito para o negativo como nos casos em que é para salvar alguém da morte. Apresenta-se vestido de preto e cinza, deixando no ar forte cheiro de carne em decomposição.



Exu Caminaloá: Este Exu trabalha ao lado do Exu Mangueira, e é um dos seis mais poderosos Exus da Quimbanda, ou melhor, do Povo de Exu. Apresenta-se comandando uma poderosa equipe de espíritos com a forma de Pretos, ornados de penas na cabeça e na cintura com argolas nos lábios, nas orelhas e nos braços. São esses espíritos, os especializados em provocar doenças mentais, até mesmo a loucura. O Exu Caminaloá é o Chefe da Linha de Mossurubi da Quimbanda.



Exu Quirombô: Este Exu tem atuação idêntica à do Exu Mirim. No entanto, é especializado em prejudicar "mocinhas", desviando-as para o mau caminho. Apresenta-se, também, como uma criança.





Os EXUS, possibilitando a manifestação dos conteúdos reprimidos do seu aparelho, acabam sendo confundidos com o próprio manifestante e os seus traumas.





Afastando os excessos do médium e desbloqueando seus médiuns, observamos nas próprias Entidades Exus, incorporados ou não, as seguintes características:





- São exigentes quanto ao preparo do filho de fé (moral, físico, espiritual e ritual);



- São exigentes quanto à limpeza e ordem, tanto dos seus objetos quanto do ambiente;



- Tem palavra e a honram;



- Buscam evoluir;



- Por sua função Kármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;



- Revoltam-se com aqueles que atrasam a sua evolução;



- Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais "Duras" que as da Direita;



- São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;



- Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;



- Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso Amor e Compaixão que sentem pelos encarnados e descarnados;



- Dada a natureza da sua Missão, são realmente Entidades perigosas, mal comparando com a eletricidade, que ilumina e aquece, mas que também fulmina. Nós trabalhamos com Elas sempre sob o controle da Direita, para o próprio benefício delas e também do nosso;



- Muitas destas Entidades, após terem conquistado grande LUZ e PODER, tornaram a cair e a levantar-se;



- Quanto às suas vestimentas, formas corpóreas e maneiras de falar assumidas no Terreiro, saiba que são apropriadas à nossa compreensão e também para a dos visitantes do mundo Astral mais baixo. Eles a assumem para melhor poder cumprir o seu papel.

Na realidade, são belos e realmente possuem forte magnetismo pessoal. Eles nos impõem respeito apenas pela presença. Onde realmente estão, impõem também o respeito à LEI DIVINA, da qual não se afastam.